Nossa História
A história registra que foi por meio da literatura que Miguel de Cervantes encontrou um jeito bastante palatável de fazer críticas, não pouco contundentes, ao estilo de vida da sociedade espanhola do século XVII. Trata-se da famosa obra literária: Dom Quixote.
Em ambos os casos fica patente a existência de um princípio que traz, no seu bojo, uma tremenda lição de vida: se até mesmo de um sonho, que é fruto da elucubração motivada por sentimentos intrapessoais, espera-se a busca de cumplicidade e de parceria para tornar-se algo mais do que uma simples divagação, quanto mais para a construção de grandes projetos!
A história da Academia Evangélica de Letras do Distrito Federal viveu intensamente estes dois momentos. Primeiro, a fase do sonho que se sonha só, gestada no coração e na alma da hoje Acadêmica e Presidente de Honra da atual Diretoria, Professora Cilsa Tavares da Silva. Surgiu dela a iniciativa de compartilhar esse anseio com pessoas que, de alguma forma, poderiam abraçar a ideia e fazê-la transcender do sonho à realidade.
A segunda fase – aquela do sonho que se sonha juntos – aconteceu em vários encontros individualizados, materializada em um encontro preparatório realizado no templo da Igreja Assembleia de Deus do Núcleo Bandeirante, presidida pelo ilustre Acadêmico José Orcélio de Almeida Amâncio.
O doutor Rubens Tavares e Sousa foi então designado para coordenar interinamente os trabalhos de elaboração dos estatutos da entidade, ficando estabelecido que, “em conformidade com as outras academias”, o número de cadeiras seria de quarenta, “onde cada Patrono deveria ser um escritor evangélico, preferencialmente do Distrito Federal”.
Seguiram-se onze reuniões de exaustivos debates em torno da criação do Estatuto, cuja proposta final foi concluída na reunião do dia 26 de novembro de 2018, com a presença de doze colaboradores.
O texto, composto de 40 Artigos e seus respectivos parágrafos adequadamente estruturados, finalmente estava em condições de ser submetido à aprovação da Assembleia Geral de Fundação da AELDF, conforme convocação publicada para realizar-se no dia 30 de novembro de 2018, por ser o Dia do Evangélico.
Essa Assembleia Inaugural aconteceu no Auditório do Terraço do Bristol Hotel, localizado bem no centro de Brasília, cuja lista de presença formalizou o registro de 65 participantes que subscreveram a ata de fundação da recém-criada Academia Evangélica de Letras do Distrito Federal.
Presidiu a Assembleia o dr. Rubens Tavares e Sousa a qual, em obediência à pauta previamente estabelecida, aprovou pela unanimidade dos presentes o Estatuto Social da Academia Evangélica de Letras do Distrito Federal, que foi posteriormente registrado, na forma da Lei, no Cartório do 1º Ofício – Brasília – DF em 08 de abril de 2019.
Concluída a aprovação do Estatuto, foram apresentados e eleitos os 15 primeiros Patronos (sendo uma Patronesse). Elegeu-se, também, a Diretoria Provisória com a missão de conduzir a Academia por um mandato-tampão de seis meses.
No dia 30 de junho de 2019, os primeiros 15 Membros Acadêmicos foram eleitos pela primeira Assembleia Geral Extraordinária – AGE, entre os quais foi escolhida a Primeira Diretoria, com a missão de completar o mandato de dois anos iniciados pela Diretoria Provisória.
Assim a AELDF se consolidou como associação civil, sem fins lucrativos, com caráter literário, teológico, científico, filosófico, educacional e cultural; que tem por finalidade a preservação, o cultivo, a divulgação e a valorização da literatura evangélica produzida por escritores evangélicos nascidos, residentes ou domiciliados no Distrito Federal e sua região metropolitana.
Acadêmicos em foto histórica, após a Sessão Magna da AELDF em 30 de novembro de 2020, no restaurante Fausto & Manoel, em Brasília-DF.
Reescrita de uma bela história…
Nascida, não nos jardins do rei Akademus, onde se cultivava o mundo das ideias inteligíveis e sensíveis, expressas na máxima de Platão, a Academia Evangélica de Letras do Distrito Federal tem endereço jurídico na QNA 19, Lote 33, 1º Andar, Taguatinga Norte, espaço gentilmente cedido por seu primeiro presidente, o acadêmico Rubens Tavares e Sousa, responsável por conduzir e mediar, pacientemente, as inúmeras discussões travadas nos primeiros encontros.
Entendo que, doravante, a Academia Evangélica de Letras do Distrito Federal deve voltar-se, prioritariamente, para a sua real vocação, qual seja: contribuir para o desenvolvimento de uma literatura cristã, de reconhecido mérito ou de valor literário, que seja capaz de ecoar os princípios e a missão atinentes ao Reino de Deus.
Há de se reconhecer que, nesses dois primeiros anos de vida, a Academia Evangélica de Letras consolidou-se na história do Distrito Federal: registro como pessoa jurídica no Cartório 1º Ofício de Brasília-DF; CNPJ emitido pela Receita Federal; Estatuto, Regimento Interno e Código de Ética aprovados; conta corrente na Caixa Econômica Federal; um modesto mas considerável patrimônio; um livro publicado, fruto da boa escrita de seus membros acadêmicos; um belo hino de autoria do confrade Peniel Pacheco; as indumentárias (estolas) e medalhas.
Para este novo tempo da Academia Evangélica de Letras, que hoje começa sob a presidência do acadêmico Valdir Alves de Oliveira, podemos parafrasear o salmista, rogando a Deus assim: "que sejam agradáveis as palavras de nossa literatura e as reflexões do nosso coração", para que nossos leitores desfrutem de uma excelente obra, esta que entra pelo intelecto, alcança o coração e se assenta no espírito, promovendo assim uma real e genuína transformação de vidas.